Os medicamentos para emagrecimento evoluem rapidamente e têm apresentado resultados cada vez mais expressivos no tratamento da obesidade. Entre as novidades que mais chamam atenção está a retatrutida, molécula experimental desenvolvida pela Eli Lilly.
Os estudos ganharam destaque pelos resultados significativos na perda de peso, que em alguns casos se aproximaram dos índices observados após cirurgias bariátricas.
Neste artigo, você vai entender o que é a retatrutida, como ela funciona, por que esse medicamento tem chamado tanta atenção no mercado de tratamentos para obesidade e quais são os resultados observados até agora.
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O que é a retatrutida?
A retatrutida é um medicamento experimental desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly para o tratamento da obesidade e de alterações metabólicas associadas ao excesso de peso. Ela pertence à mesma família de medicamentos que originou o Ozempic e o Mounjaro, mas vai além em seu mecanismo de ação.
Enquanto outros remédios para emagrecer estimulam um ou dois receptores hormonais, a retatrutida age simultaneamente em três receptores:
- GLP-1 (glucagon-like peptide-1)
- GIP (glucose-dependent insulinotropic polypeptide)
- Glucagon
Por esse motivo, os pesquisadores a classificam como um agonista triplo, o que a diferencia de tudo que existe atualmente no mercado.
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Como a retatrutida age no organismo?

A ação tripla da retatrutida atua sobre mecanismos fundamentais do metabolismo. Juntos, esses receptores regulam o apetite, a saciedade, o metabolismo energético, o controle da glicose e o gasto calórico.
Na prática, o paciente tende a sentir menos fome, reduzir a ingestão calórica e apresentar melhora em marcadores metabólicos relacionados à obesidade. A hipótese central dos pesquisadores é que a combinação dos três receptores potencializa os resultados observados com os medicamentos já disponíveis, como a tirzepatida (Mounjaro).
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Quais são os resultados dos estudos clínicos?
O estudo TRIUMPH-1, de fase 3, avaliou mais de 2.300 adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades metabólicas. Os resultados divulgados chamaram atenção pela magnitude da perda de peso.
Na dose de 12 mg, os participantes alcançaram perda média de até 28,3% do peso corporal.
Entre os pacientes que utilizaram a dose mais alta:
- 45,3% perderam pelo menos 30% do peso corporal;
- 27,2% tiveram perda superior a 35%;
- a perda média absoluta chegou a 31,9 kg após 80 semanas.
Em pacientes com obesidade mais grave acompanhados por 104 semanas, a perda média foi ainda maior, chegando a 38,5 kg.
Esses resultados se aproximam dos índices observados em alguns procedimentos de cirurgia bariátrica, representando um marco importante no tratamento medicamentoso da obesidade.

Qual é a diferença entre retatrutida, Ozempic e Mounjaro?
A principal diferença entre esses medicamentos está no mecanismo de ação e nos receptores hormonais ativados no organismo. O Ozempic, medicamento à base de semaglutida, atua no receptor GLP-1, ajudando no controle da fome, da glicemia e da saciedade.
Já o Mounjaro, que contém tirzepatida, combina a ativação dos receptores GLP-1 e GIP, potencializando os efeitos metabólicos e o emagrecimento.
A retatrutida, por sua vez, apresenta um mecanismo ainda mais amplo, pois atua nos receptores GLP-1, GIP e glucagon. Essa ação adicional sobre o glucagon pode aumentar o gasto energético e ajudar a explicar os resultados mais expressivos observados nos estudos clínicos de perda de peso.
Mounjaro e Ozempic são medicamentos para emagrecimento com mecanismos diferentes, sendo importante entender qual é mais indicado para cada caso.
Quais são os efeitos colaterais da retatrutida?
Os efeitos adversos mais comuns foram de natureza gastrointestinal, padrão semelhante ao observado em outros medicamentos da mesma classe. Os principais sintomas relatados incluíram:
- Náusea
- Vômitos
- Diarreia
- Constipação
Também foram registrados casos de disestesia (alterações sensoriais leves) e aumento na frequência de infecções urinárias. De acordo com os pesquisadores, a maioria dos eventos foi classificada como leve a moderada. Ainda assim, comparada à tirzepatida, a retatrutida apresentou maior frequência total de eventos adversos nas análises disponíveis.

A retatrutida já está disponível no Brasil?
Não. A medicação ainda é experimental e só pode ser utilizada por participantes incluídos nos estudos clínicos conduzidos pela fabricante. Não há previsão confirmada de aprovação pela ANVISA para uso comercial amplo. Portanto, qualquer oferta fora desse contexto deve ser tratada com cautela.
Quando procurar um médico para tratar a obesidade?
O tratamento da obesidade é sempre individualizado e deve ser conduzido por um profissional de saúde. De modo geral, a avaliação médica é indicada para pessoas com:
- Obesidade (IMC acima de 30)
- Sobrepeso associado a comorbidades como diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono
- Resistência à insulina
- Dificuldade persistente para emagrecer com dieta e atividade física
Para entender melhor quem não pode usar Mounjaro, veja nosso artigo sobre o tema. E, se quiser saber mais detalhes sobre os efeitos colaterais do Mounjaro, confira também nosso conteúdo completo.

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Embora os resultados da retatrutida sejam promissores, o medicamento ainda não está disponível para tratamento no Brasil. Por isso, mais importante do que buscar soluções isoladas é contar com uma estratégia completa, segura e individualizada para emagrecer.
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Perguntas frequentes sobre Retatrutida
A retatrutida é como um medicamento experimental focado no tratamento da obesidade crônica. Isso ocorre porque a molécula atua simultaneamente como um agonista triplo, estimulando três receptores hormonais distintos que regulam o apetite e o metabolismo: o GLP-1, o GIP e o glucagon. Portanto, essa tripla ação potencializa o gasto energético e a saciedade de forma muito mais profunda do que as terapias atuais.
Os dados dos estudos científicos de fase 3 demonstram que os pacientes que utilizaram a dose máxima de 12 mg perderam, em média, até 31,9 kg ao longo de 80 semanas de acompanhamento. Além disso, esse resultado representa uma redução impressionante de até 28,3% do peso corporal total. Consequentemente, a molécula apresenta a maior eficácia média de perda de peso já registrada na história da medicina farmacêutica.
Não. As agências reguladoras, como a Anvisa e o FDA norte-americano, ainda não aprovaram a comercialização ampla da retatrutida. No entanto, laboratórios e centros de pesquisa mantêm a molécula sob rigorosa fase de testes clínicos globais. Dessa forma, o acesso ao fármaco permanece restrito exclusivamente aos pacientes voluntários que participam de estudos científicos autorizados.
Os voluntários dos estudos manifestam sintomas gastrointestinais de intensidade leve a moderada, como náuseas, vômitos, episódios de diarreia e constipação. Além disso, os relatórios médicos apontam casos isolados de alterações sensoriais e infecções urinárias durante o protocolo. Por esse motivo, o acompanhamento médico rigoroso destaca-se como fator indispensável para garantir a segurança do paciente.


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