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Andropausa: sintomas, idade e como tratar a queda de testosterona no homem

por 8 maio, 2026

Você passou dos 40 anos e percebeu que o cansaço ficou mais frequente, a motivação caiu, a barriga cresceu mesmo sem mudar a alimentação e a libido não é mais a mesma? Esses sinais são frequentemente atribuídos ao estresse, ao trabalho ou simplesmente “à idade”. Porém, em muitos casos, eles têm uma causa hormonal identificável e tratável: a queda progressiva da testosterona, popularmente conhecida como andropausa.

Diferente do que muitos imaginam, a andropausa não é um evento único e abrupto como a menopausa feminina. Trata-se de um processo gradual que pode se estender por décadas, e até por isso costuma passar despercebido por anos antes de ser investigado. 

Neste artigo, você vai entender o que é andropausa, quando ela começa, como identificar os sintomas e quais são as melhores abordagens de tratamento.

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O que é andropausa

homem triste com sinais da andropausa, casal
Crédito: Freepik

O termo mais preciso clinicamente é Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) ou hipogonadismo masculino tardio. Popularmente, no entanto, o fenômeno é chamado de andropausa.

Ao contrário da menopausa feminina, que representa uma interrupção relativamente rápida da função ovariana e da produção hormonal, a andropausa é um declínio progressivo e contínuo dos níveis de testosterona nos homens. Esse processo não interrompe necessariamente a capacidade reprodutiva e pode gerar sintomas muito variáveis de intensidade entre diferentes indivíduos.

Os níveis de testosterona caem em média 1% ao ano após os 40 anos de idade. E, apesar disso, a maioria dos homens ainda mantém testosterona dentro dos limites normais mesmo na meia-idade. Apenas entre 10% e 25% apresentam níveis considerados baixos, e nem todos esses apresentam sintomas expressivos.

Com quantos anos começa a andropausa

homem na andropausa exercícios academia
Crédito: Freepik

A queda da testosterona começa, em geral, por volta dos 40 anos, de forma muito sutil e gradual. Na maioria dos homens, os primeiros sinais percebidos aparecem entre os 45 e os 55 anos, mas o início pode variar significativamente dependendo do estilo de vida, da saúde geral e de fatores genéticos.

Diferente da menopausa feminina, que tem um início relativamente definido e de fácil percepção, a andropausa não tem um marco claro. Por isso, ela é frequentemente subestimada e seus sintomas são confundidos com depressão, estresse crônico ou simplesmente com o “envelhecimento natural”. Essa confusão frequentemente atrasa o diagnóstico e o tratamento em anos.

A má alimentação está diretamente ligada ao desenvolvimento de diversas doenças, como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares. Veja mais aqui.

Principais sintomas da andropausa

Os sintomas da andropausa se distribuem em três categorias principais, e a combinação e a intensidade variam muito de pessoa para pessoa.

Homem idoso sorridente se exercitando no parque
Crédito: Freepik (reprodução)

Sintomas físicos

O cansaço persistente e a perda de energia são frequentemente os primeiros sinais que os homens percebem. Além disso, ocorre redução progressiva da massa muscular e da força, mesmo para quem mantém atividade física regular. 

O aumento da gordura abdominal, que se instala mesmo sem mudança na alimentação, também é um sinal característico, assim como a redução da densidade óssea, que pode evoluir para osteoporose em casos não tratados. 

Alguns homens relatam ondas de calor e suores noturnos, embora esses sintomas sejam menos frequentes do que na menopausa feminina.

Sintomas sexuais

A queda da libido é um dos sintomas mais percebidos e que com maior frequência leva os homens a buscar avaliação médica. Junto a ela, pode ocorrer dificuldade para obter ou manter ereção, redução do volume de ejaculação e diminuição da fertilidade.

É importante destacar, porém, que a disfunção erétil tem múltiplas causas, e a queda hormonal é apenas uma delas.

Sintomas emocionais e cognitivos

A andropausa também impacta o sistema nervoso central. Irritabilidade, humor deprimido, falta de motivação, dificuldade de concentração e piora da memória são queixas frequentes. O sono tende a se tornar menos reparador, com maior dificuldade para adormecer ou com sonolência diurna excessiva.

Um ponto importante: esses sintomas não são exclusivos da andropausa. Condições como depressão, apneia do sono, obesidade, diabetes e uso de certos medicamentos (especialmente opioides) podem produzir o mesmo quadro. Por isso, o diagnóstico correto exige avaliação médica completa, não apenas a dosagem de testosterona.

Como saber se estou com andropausa

O diagnóstico da andropausa envolve dois componentes indissociáveis: a avaliação clínica e os exames laboratoriais.

Do ponto de vista clínico, os especialistas recomendam que a investigação hormonal seja iniciada apenas quando o paciente apresenta pelo menos três sintomas clássicos de forma persistente, idealmente por pelo menos seis meses. Sintomas isolados ou transitórios têm outras causas mais prováveis.

Do ponto de vista laboratorial, a dosagem de testosterona total é o ponto de partida, mas raramente é suficiente sozinha. Para um diagnóstico adequado, o médico deve solicitar também testosterona livre, SHBG (proteína transportadora de hormônios sexuais), LH (hormônio luteinizante), prolactina e, dependendo do caso, exames de função tireoidiana e outros hormônios. 

Quando o primeiro exame mostra resultado baixo, o ideal é repeti-lo para confirmar, pois os níveis de testosterona variam ao longo do dia e podem ser influenciados por fatores agudos como doença ou privação de sono.

O que causa a andropausa

A causa primária é o envelhecimento natural, com a redução gradual da função testicular. No entanto, vários fatores podem acelerar ou intensificar esse processo:

  • Sedentarismo: a falta de atividade física, especialmente de exercícios de força, reduz o estímulo para a produção de testosterona e favorece o acúmulo de gordura visceral.
  • Excesso de gordura abdominal: a gordura visceral converte testosterona em estrogênio por meio de um processo chamado aromatização, o que reduz ainda mais os níveis do hormônio masculino.
  • Privação de sono: a testosterona é produzida principalmente durante as fases profundas do sono. Noites mal dormidas reduzem diretamente os níveis do hormônio.
  • Estresse crônico: o cortisol elevado inibe a produção de testosterona de forma direta e prolongada.
  • Doenças crônicas: diabetes, hipertensão, obesidade e síndrome metabólica estão associadas a níveis mais baixos de testosterona e pior resposta ao tratamento.

Como tratar a andropausa

Reposição de testosterona (quando indicada)

testosterona
Crédito: Freepik

A Terapia de Reposição de Testosterona (TRT) é indicada para homens com sintomas significativos e níveis comprovadamente baixos do hormônio em exames. Quando bem conduzida, melhora a libido, a função erétil, o humor, a energia, a massa muscular e a densidade óssea.

Ela pode ser feita por via oral, gel transdérmico, injeção intramuscular ou implante subcutâneo de liberação prolongada. A escolha da via depende do perfil do paciente, da frequência de aplicação preferida e de eventuais condições clínicas associadas.

Os riscos potenciais incluem piora da apneia do sono, aumento do hematócrito (número de glóbulos vermelhos), possível estimulação do crescimento prostático e, em situações mais raras, maior risco de eventos tromboembólicos. Por isso, a reposição é contraindicada em homens com câncer de próstata ou mama, apneia severa não tratada, insuficiência cardíaca descompensada e histórico recente de infarto ou AVC.

O acompanhamento regular com exames de sangue a cada três a seis meses é indispensável durante o tratamento.

Quer entender como os hormônios influenciam diretamente o metabolismo e o peso, então vale conferir Reposição Hormonal: o que é e como funciona.

Mudanças no estilo de vida

homem na andropausa exercícios
Crédito: Freepik

Mesmo antes ou em paralelo ao tratamento hormonal, mudanças no estilo de vida têm impacto real e documentado nos níveis de testosterona:

O treino de força é a intervenção com maior evidência para elevar a testosterona naturalmente. Sessões de musculação duas a três vezes por semana produzem aumento mensurável do hormônio, além de preservar a massa muscular e reduzir a gordura visceral.

A redução da gordura corporal, especialmente abdominal, diminui a aromatização e eleva os níveis de testosterona disponível. Consequentemente, o emagrecimento saudável é parte do tratamento, não apenas um benefício colateral.

O sono de qualidade, entre sete e nove horas por noite, é fundamental para a produção hormonal noturna. Tratar a apneia do sono, quando presente, frequentemente eleva a testosterona sem nenhuma outra intervenção.

Tem dúvidas sobre hábitos que podem impactar o peso corporal, então vale a pena conferir o artigo Fumar emagrece ou engorda? Veja o efeito na saúde e no peso.

Quando procurar um médico

Homem mais velho de branco mostrando músculos em fundo bege
Crédito: Lookstudio (reprodução)

Procure avaliação especializada se você:

  • Tem mais de 40 anos e apresenta cansaço persistente, baixa libido ou alterações de humor sem causa aparente
  • Percebeu aumento de gordura abdominal mesmo sem mudança na alimentação
  • Tem dificuldade para dormir ou acorda sem energia mesmo depois de uma noite completa
  • Notou perda de força muscular progressiva mesmo mantendo atividade física
  • Quer investigar seus níveis hormonais de forma preventiva

Cuide da sua saúde hormonal com quem entende do assunto

A andropausa tem tratamento e pode impactar diretamente sua qualidade de vida. Com avaliação médica completa, exames hormonais adequados e um plano individualizado, você pode recuperar energia, disposição e bem-estar com segurança.

Na FGH Medicina, o Dr. Filipe Fontes conduz esse acompanhamento com foco em equilíbrio hormonal e resultados sustentáveis, sempre baseado em evidências e monitoramento contínuo.

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Perguntas frequentes sobre andropausa

O que é andropausa e como ela afeta o homem?

A andropausa representa a redução gradual e progressiva dos níveis de testosterona nos homens, processo iniciado geralmente após os 40 anos. Tecnicamente denominada Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), ela difere da menopausa feminina por ser um processo lento que pode durar décadas.

Com quantos anos começam os primeiros sinais da andropausa?

A queda da testosterona ocorre, geralmente, a partir dos 40 anos, na proporção de cerca de 1% ao ano. No entanto, os sintomas clínicos tornam-se mais perceptíveis entre os 45 e 55 anos. Dessa forma, o estilo de vida e a saúde geral do paciente influenciam diretamente o momento em que essas mudanças começam a impactar a qualidade de vida.

Todo homem passará obrigatoriamente pela andropausa?

Não necessariamente. Embora a queda hormonal seja universal com o envelhecimento, apenas uma parcela dos homens apresenta níveis clinicamente baixos e sintomas que justificam intervenção. Além disso, a intensidade do impacto varia muito entre os indivíduos. Consequentemente, o tratamento só se torna necessário quando a deficiência hormonal compromete a saúde física ou mental do paciente.

A reposição de testosterona é considerada segura?

Sim, a reposição hormonal é segura e eficaz quando o médico a indica com base em exames laboratoriais e sintomas claros. Contudo, o acompanhamento por um especialista e o monitoramento regular são indispensáveis para garantir o sucesso do tratamento.

Escrito por Dr. Filipe Fontes

Médico – CRM200152

Especialista em emagrecimento, reposição hormonal e qualidade de vida.

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